Uma reflexão a partir da vida de Jonathan Edwards, com os olhos voltados para o Sertão Nordestino
Quando Deus decide soprar
Há momentos na história em que parece que o céu se inclina em direção à terra. Não porque a humanidade tenha se tornado digna de tal visitação, mas porque Deus, em sua soberania e graça, decide soprar novamente sobre o seu povo. Quando isso acontece, períodos aparentemente comuns tornam-se tempos decisivos na caminhada da igreja. São momentos em que Deus visita o seu povo, desperta consciências adormecidas, restaura o temor santo e reacende o amor por Cristo.
Foi exatamente isso que aconteceu no século XVIII, quando Deus levantou Jonathan Edwards como um instrumento em meio ao que ficou conhecido como o Grande Despertamento. Aquele movimento espiritual atravessou cidades, igrejas e famílias, produzindo uma profunda renovação espiritual que alcançou milhares de pessoas e marcou de forma duradoura a história do cristianismo.
À primeira vista, Edwards não parecia alguém destinado a provocar um impacto tão profundo em sua geração. Ele não era um pregador conhecido por gestos dramáticos ou discursos emocionais. Sua aparência era simples, sua voz era suave, e muitas vezes ele pregava lendo cuidadosamente seus manuscritos. Em um contexto em que muitos esperariam um orador carismático e vibrante para provocar um despertar espiritual, Deus escolheu um pastor silencioso, profundamente reflexivo e intensamente devoto.
Mas havia algo na vida de Edwards que nenhum método humano poderia produzir. Ele possuía uma visão elevada da glória de Deus e uma convicção profunda sobre a necessidade absoluta da ação do Espírito Santo. Para ele, o verdadeiro avivamento nunca poderia ser produzido por técnicas humanas, programas e estratégias. O avivamento é, antes de tudo, uma obra soberana de Deus.
Edwards escreveu algo que revela essa convicção: “Quando Deus tem algo muito grande a realizar em favor de sua igreja, é sua vontade que isso seja precedido pelas extraordinárias orações de seu povo.”
Essa afirmação, registrada em sua obra sobre oração extraordinária pela expansão do Reino de Deus, revela uma verdade espiritual profunda. Antes que o avivamento se manifeste publicamente, Deus começa despertando a igreja para orar. Antes que as multidões sejam impactadas, os corações são inclinados ao clamor.
O avivamento não nasce nas plataformas, nasce nos lugares secretos da oração. Ele começa quando homens e mulheres percebem que sua geração não pode sobreviver espiritualmente sem o sopro de Deus.
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