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Missão Sertão

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Alcançando o Sertão Nordestino

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SOBRE AS ASAS DO AMANHECER

“Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.”
Salmos 126:5

Perdoar é um ato de semeadura em solo árido. Exige que desçamos às profundezas da alma, cavemos a terra endurecida pela mágoa e lancemos, com mãos trêmulas, sementes de esperança onde antes só havia espinhos. Não é um gesto simples; é um paradoxo divino. Pois como plantar amor onde a dor fincou raízes? Como liberar bênção a quem cavou abismos em nosso peito?

A amargura é um fardo que sufoca, um veneno que corrói lentamente. Quem a cultiva torna-se prisioneiro das próprias sombras. Guardar rancor é como carregar pedras no deserto – a caminhada se torna um suplício, e cada passo, um lamento. Mas Deus nos chama à liberdade. Ele não nega a dor, tampouco a ignora. Antes, convida-nos a transformá-la em altar, onde o perdão, mesmo tardio, torna-se sacrifício de amor.

Nossa cura passa por portais invisíveis, memórias que ainda ecoam, feridas que insistem em sangrar. Cada um desses portais é uma encruzilhada: recuar significa perpetuar a dor; avançar, ainda que com medo, é permitir que a Luz desfaça os grilhões. O Senhor não promete ausência de sofrimento, mas garante Sua presença. Ele caminha ao nosso lado, sussurra coragem quando enfrentamos os labirintos que um dia construímos para nos proteger – e que, ironicamente, nos aprisionaram.

Não temas o fogo que purifica. Sim, arderá. Sim, as lágrimas cairão. Mas há uma verdade oculta nas cinzas: Deus não desperdiça dor. Ele a transforma, lapida, esculpe em nós compaixão e fé mais profunda. Quando, enfim, atravessamos o vale, a colheita nos surpreende. Os mesmos campos que regamos com pranto agora florescem em risos de graça.

O sofrimento não vem de Deus, mas em Suas mãos torna-se um tear divino. Cada ferida se torna fresta por onde a luz entra. Cada ato de perdão, mesmo imperfeito, é semente plantada na terra da alma. E um dia, sem aviso, a vida brotará onde antes só havia deserto.

Ousemos, então, semear com lágrimas.

Porque a alvorada do júbilo sempre vem

Silvany Luiz

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