
QUANDO A DOR NÃO NOS PARALISA
“Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.”
Romanos 8.37
Castilho, goleiro lendário do Fluminense, sentiu a dor profunda de um dedo fraturado que insistia em não sarar. Para muitos, aquele dedo torto seria motivo de desistência, de aposentadoria precoce, de murmuração contra o destino. Mas Castilho fez uma escolha ousada: decidiu amputar parte dele para continuar fazendo o que mais amava, defender seu time, lutar pelo objetivo, guardar com honra a meta que lhe foi confiada.
À primeira vista, parece loucura abrir mão de algo que faz parte de nós. Mas há momentos na vida em que precisamos cortar fora o que nos impede de avançar. Jesus disse:
“Se a tua mão te faz tropeçar, corta-a…” Marcos 9.43.
Ele não falava de mutilação física, mas de decisões firmes que nos libertam de prisões interiores.
Quantas vezes preferimos a paralisia ao sacrifício?
Quantas vezes escolhemos a dor constante ao invés de arrancarmos o mal pela raiz?
Quantas vezes seguramos hábitos, erros, relações tóxicas ou pensamentos destrutivos que nos impedem de viver plenamente a missão que Deus nos confiou?
Castilho nos lembra que há dores que nos paralisam, mas há decisões dolorosas que nos libertam. Ele voltou aos gramados sem parte do dedo, mas inteiro em propósito, convicção e coragem.
Assim também é nossa vida cristã. Há coisas que precisam ser deixadas, cortadas, retiradas de nós para que continuemos fiéis na posição que o Senhor nos colocou. Às vezes dói, mas é essa dor que cura, sara e fortalece.
Que hoje você olhe para sua jornada e decida.
Abandonar o que te impede de avançar. Mesmo que doa, viva livre para servir a Deus.
Que você não seja paralisado pela dor, mas transformado pelo amor do Senhor.
Pois em todas estas coisas somos mais que vencedores, não porque não sentimos dores, mas porque escolhemos a vitória de Cristo sobre qualquer limitação.
Silvany Luiz



